terça-feira, 27 de junho de 2017

PRESIDÊNCIA Lula segue na liderança para 2018; Marina e Bolsonaro empatam em segundo lugar, mostra pesquisa

Filipe AraújoPesquisa sobre intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018, feita pelo instituto Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (26) pelo jornal Folha de S.Paulo, indica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteria na liderança. Atrás dele, aparecem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e da ex-senadora Marina Silva (Rede), tecnicamente empatados.

De acordo com a pesquisa, o petista teria entre 29% e 30% das intenções de voto e os dois presidenciáveis em segundo lugar têm, respectivamente, 16% e 15%. O cenário não é diferente da pesquisa do instituto divulgada em abril.

O deputado federal oscilou positivamente. Com 8% das intenções de voto em dezembro do ano passado, Bolsonaro apareceu com 14% em abril e, agora, apresenta 16%. Já a ex-senadora caiu um ponto porcentual nas intenções.

Neste cenário, a pesquisa considerou uma eventual candidatura do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 8% das intenções de voto. No último levantamento, o tucano tinha 6%. Porém, sua rejeição aumentou de 28% para 34% - é a segunda maior, após a rejeição de Lula, de 46%. Bolsonaro aparece com a terceira maior rejeição, 30%.

O cenário para primeiro turno em que o prefeito de São Paulo João Doria aparece como presidenciável é similar, porém Doria se sai melhor que Alckmin, com 10%. A rejeição do prefeito, porém, é bem menor que a de Alckmin, de 20%.

Quando o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa é incluído no levantamento, ele vence os tucanos nas duas situações e aparece com 11% dos votos, no cenário com Alckmin, e 10%, no cenário com Doria.

Já num cenário em que o juiz Sérgio Moro é colocado, o magistrado alcança segundo lugar no primeiro turno, com 14% das intenções de voto, numericamente empatado com Marina Silva e tecnicamente empatado com Bolsonaro, que surge com 13%.

Sem nenhum candidato do PT, Marina lidera com 22% e Bolsonaro surge com 16%. Em seguida, estariam Joaquim Barbosa, com 12%, e Ciro Gomes (PDT) e Alckmin com 8%. O cenário é parecido quando o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) é colocado como candidato, que só tem 3% das intenções de voto.

Na pesquisa de abril, o instituto ainda incluiu o senador Aécio Neves (PSDB) entre os presidenciáveis. Afastado do cargo pela Corte após polêmica envolvendo gravação com o empresário da JBS, Joesley Batista, o senador não apareceu na contagem. O presidente Michel Temer (PMDB) também não foi considerado.

No segundo turno, Lula também sairia vencedor em todas as possibilidades, exceto com Marina, que aparece empatado com 40%, e com o juiz federal Sérgio Moro - com este, Lula sairia numericamente perdedor, com 42% das intenções contra 44% de Moro, mas tecnicamente empatado.

Contra Alckmin, Doria e Bolsonaro, Lula sairia com 45% das intenções de voto contra, respectivamente, 32%, 34% e 32% das intenções de voto para os adversários.
Agência Estado

BEM-ESTAR AO PACIENTE Pesquisa de diabete avança e já livra paciente de insulina por mais de 10 anos

Reprodução/PixabayCientistas do mundo todo estão trabalhando em diversas frentes para "aposentar" a insulina e as medições de glicemia com picadas, o que daria mais bem-estar a 18 milhões de pessoas só no Brasil que sofrem com diabete - que cresceu 62% só na última década. Um trabalho pioneiro do País, que entra em nova fase, já deixa pacientes sem a medicação há mais de dez anos.

Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabete tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina. Agora novas pesquisas envolvem terapia com células-tronco, implante de células pancreáticas artificiais, bombas eletrônicas de insulina, aplicação por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento.

Hoje é o Dia Nacional do Diabete. E uma das iniciativas de maior impacto no tratamento de diabete tipo 1 vem sendo desenvolvida por cientistas brasileiros desde 2003 na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). O método foi idealizado por Júlio Voltarelli e, após sua morte, em 2012, passou a ser defendido pelo endocrinologista Carlos Eduardo Couri. "Conseguimos algo que ninguém imaginava ser possível: suspender a insulina de pessoas com diabete tipo 1", diz ele.



Segundo Couri, o tratamento começa com a coleta de células-tronco da medula óssea do paciente. Em seguida, uma agressiva quimioterapia é usada para destruir o sistema imunológico. As células-tronco são então reintroduzidas no paciente, "reiniciando" o sistema imunológico, que para então de atacar o pâncreas, eliminando a necessidade de injeções de insulina. "Na primeira fase do estudo, entre 2003 e 2011, tratamos 25 pacientes e 21 pararam de usar insulina, um resultado inédito no mundo. A longo prazo, porém, apenas dois permanecem sem precisar das injeções", explica.

Esse resultado, no entanto, não significa que as pesquisas deram errado e vão agora entrar em nova fase. "A maior parte ficou dez anos sem insulina. E os que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro", afirma o endocrinologista. "Estamos selecionando voluntários e iniciamos um novo protocolo, que usará uma quimioterapia ainda mais agressiva."

Morador de Ribeirão Preto, Humberto Flauzino, de 27 anos, é um dos participantes do estudo que permanece livre das injeções de insulina. Ele foi diagnosticado aos 17. "Eu não sabia bem o que era diabete. Mas não conseguia me imaginar tomando insulina pelo restante da vida." Desde 2007 está com a glicemia controlada, sem precisar de injeções de insulina.

Facebook, Microsoft, Twitter e YouTube lançam grupo de combate ao terrorismo

As empresas de tecnologia da informação Facebook, Microsoft, Twitter e YouTube anunciaram nesta segunda-feira (26) que formaram um grupo para combater o terrorismo através de um trabalho conjunto, da promoção de pesquisas e da colaboração com outras organizações e instituições. A informação é da agência EFE.

A coalizão empresarial, chamada Fórum Global da Internet para Combater o Terrorismo (Global Internet Forum to Counter Terrorism), ajudará a transformar as quatro empresas em espaços "hostis aos terroristas e aos extremistas violentos", afirmaram fontes do Twitter e do YouTube em diferentes comunicados postados em seus blogs corporativos.

O novo grupo desenvolverá seu trabalho a partir de iniciativas como o Fórum Europeu de Internet ou a base de dados compartilhada de "hashes" (impressões digitais específicas de cada arquivo) que seus integrantes desenvolveram em dezembro do ano passado.



"A propagação do terrorismo e do extremismo violento é um problema global e um desafio crucial para todos nós", indicou o fórum, que ressaltou que as suas "políticas e práticas de eliminação" de conteúdos extremistas mostram "posturas firmes".

Maior impacto

"Acreditemos que trabalhando lado a lado e compartilhando os melhores elementos tecnológicos e operacionais dos nossos esforços individuais, podemos ter um maior impacto sobre a ameaça do conteúdo terrorista na rede", declararam.

Ainda que o campo de ação do Fórum Global possa variar em função das sempre "mutáveis táticas de terrorismo e extremismo", o mesmo se centrará essencialmente em fornecer soluções tecnológicas, promover a pesquisa e compartilhar conhecimentos sobre o assunto.

As empresas planejam trocar experiências, desenvolver técnicas de detecção e classificação de conteúdos sensíveis e definir métodos de aviso transparente para sua eliminação. A investigação que a coalizão de empresas promoverá tem por objetivo nutrir as iniciativas destinadas a restringir discursos terroristas ou extremistas, bem como dar fundo às decisões técnicas ou de políticas que girem em torno da eliminação desses conteúdos.

O grupo compartilhará informação com especialistas em contraterrorismo, e também com governos, grupos civis, instituições acadêmicas e empresas, para "aprender lado a lado sobre o assunto". Neste sentido, estabelecerá uma rede de intercâmbio de colaboração com o Escritório de Contraterrorismo do Conselho de Segurança da ONU e da iniciativa ICT4Peace [ONG voltada para a proteção da dignidade humana através da Tecnologia da Informação e Comunicação – ICT].

Junto a estas duas organizações, o Fórum Global da Internet para Combater o Terrorismo anunciou que promoverá uma série de oficinas de aprendizagem no Vale do Silício (EUA) e outros locais.

As quatro empresas líderes da internet aproveitarão também suas iniciativas existentes destinadas a combater os discursos de ódio na rede mundial para "empoderar e formar organizações civis ou indivíduos que possam dedicar-se a um trabalho similar".
Agência Brasil

MAIS DE R$ 1,083 BILHÃO Trabalhadores têm até sexta-feira para sacar abono do PIS/Pasep

Reprodução/ArquivoMais de R$ 1,083 bilhão estão disponíveis até a próxima sexta-feira (30), na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, para trabalhadores e servidores públicos que tenham cumprido pelo menos 30 dias de trabalho em 2015. Cada um pode ter até R$ 937 a receber, o valor de um salário mínimo. No entanto, 1,83 milhão de pessoas ainda não foram reclamar os recursos.

Trata-se do abono dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) relativo ao ano-base 2015. Caso o valor não seja sacado por quem de direito até o prazo final, será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).


Reprodução/Arquivo
Reprodução/Arquivo


Têm direito ao abono, distribuído anualmente, os trabalhadores inscritos nos programas há pelo menos cinco anos, e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias no ano de referência, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário ainda que os trabalhadores tenham tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A Caixa é responsável pelo pagamento do abono PIS a trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza o Pasep a servidores públicos.

Balanço

Segundo a Caixa, até quinta-feira (22), cerca de 1,5 milhão de trabalhadores ainda não tinham sacado R$ 770,1 milhões em benefícios. Também até o fim do dia de quinta-feira, segundo o Banco do Brasil, 330 mil pessoas ainda não haviam sacado R$ 313,7 milhões.

Para sacar o PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Caso não tenha o cartão, pode receber o valor em uma agência da Caixa apresentando documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 726 0227.

Os servidores públicos com direito ao Pasep devem verificar se houve depósito em conta. Caso isso não ocorra, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo número 0800 729 0001.
Agência Brasil

SEM CONEXÃO COM LAVA JATO Fachin tira de Moro mais um inquérito contra Lula

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a remessa para a Justiça Federal em São Paulo de cópia dos autos da petição na qual constam as delações do patriarca da Odebrecht, Emílio Alves Odebrecht, e do executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um dos seus filhos, Luís Cláudio Lula da Silva.

Inicialmente, o ministro havia determinado o envio dos autos para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, mas, após agravo regimental apresentado pela defesa de Lula, ele reverteu a decisão por entender não haver conexão deste caso com os fatos apurados na Operação Lava Jato.

As informações foram divulgadas no site do Supremo. Na semana passada, Fachin já havia tirado da tutela de Moro outras investigações que citam o ex-presidente.



De acordo com fatos narrados na petição, em contrapartida ao auxílio no relacionamento entre a então presidente Dilma Rousseff e o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, o grupo empresarial apoiaria o filho do ex-presidente na criação de uma liga de futebol americano no Brasil.

Ao apreciar o pedido da defesa, o ministro Fachin salientou não ter constatado, de início, qualquer relação com a Operação Lava Jato e que, embora o Ministério Público Federal tenha feito referência a processo em curso na Seção Judiciária do Paraná, "no momento não se pode falar em conexão a outros fatos apurados em relação aos agravantes".

De acordo com o ministro, "como a narrativa é de que os fatos teriam se passado na cidade de São Paulo, na qual foram realizadas as tratativas sobre os apoios recíprocos e que envolviam, de certa forma, o prestígio de Lula junto à Presidência da República, essa circunstância atrai a competência da Justiça Federal (artigo 109, inciso IV, da Constituição Federal)".

Por este motivo, o ministro determinou a remessa das cópias dos termos de depoimento à Justiça Federal de São Paulo "para as providências cabíveis".
Agência Estado

EM ROLÂNDIA Homem dorme embaixo de caminhão e morre atropelado

Um homem de 37 anos morreu atropelado na noite desta segunda-feira (26), na área central de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). Jaime Vidal, que seria andarilho, segundo a Polícia Militar, teria dormido embaixo de um caminhão estacionado na avenida Arthur Thomas e não saiu quando o motorista arrancou com o veículo.

De acordo com a PM, o motorista disse que deixou o caminhão estacionado na altura do número 1.963 por cerca de duas horas. Neste intervalo, Vidal teria deitado embaixo do veículo e dormido e, quando o motorista retornou, não percebeu a presença dele.

Vidal acabou atropelado e ficou preso entre os pneus. O Siate, do Corpo de Bombeiros, foi acionado, mas a vítima morreu no local antes da chegada do socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o médico da equipe atestou o óbito. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina.


Redação Bonde

PRESIDENTE DENUNCIADO Janot cobra multa de R$ 10 milhões de Temer e R$ 2 milhões de Rocha Loures

Na cota da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, protocolada nesta segunda-feira (26), junto ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu multa de R$ 10 milhões ao peemedebista a título de danos morais coletivos. Ao ex-deputado-federal e ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures Janot pediu penalidade de R$ 2 milhões.

Na cota da denúncia, Janot acusa Temer de ludibriar os cidadãos brasileiros que confiaram nele com 54 milhões de votos.

"Em dimensão menor, mas no mesmo sentido, deve-se registrar que Rodrigo Loures violou a dignidade do cargo que ocupou como Deputado Federal. A cena do parlamentar correndo pela rua, carregando uma mala cheia de recursos espúrios, é uma afronta ao cidadão e ao cargo público que ocupava. Foi subserviente, valendo-se de seu cargo para servir de executor de práticas espúrias de Michel Temer", afirma Janot.



O procurador-geral da República ainda pediu a indenização de R$ 10 milhões a Michel Temer e de R$ 2 milhões a Loures alegando levar em conta o montante aceito e recebido pelos denunciados, a dignidade do cargo que ocupam, o reflexo do ato espúrio no âmbito interno e internacional, a envergadura dos atores das condutas espúrias.
Agência Estado